Publicado a 10 de Fevereiro de 2026 · 6 min de leitura
A regulamentação europeia está a transformar a forma como se constrói e renova em Portugal. A diretiva de desempenho energético dos edifícios (EPBD) e a sua transposição para a legislação nacional passam a exigir infraestrutura de carregamento elétrico e pré-tubagem em edifícios novos e em grandes renovações. Para promotores, condomínios e proprietários de imóveis comerciais, isto deixou de ser uma opção para passar a ser uma obrigação.
A EPBD (Energy Performance of Buildings Directive) é a diretiva europeia que define os requisitos de desempenho energético dos edifícios na União Europeia. Entre os seus objetivos está a descarbonização do parque edificado e a preparação dos edifícios para a mobilidade elétrica. Na prática, a diretiva exige que edifícios novos e edifícios sujeitos a grandes renovações prevejam pontos de carregamento para veículos elétricos e, sobretudo, a infraestrutura de canalização que permita instalá-los no futuro.
Cada Estado-Membro transpõe a diretiva para a sua própria legislação, adaptando os limiares e os prazos. Em Portugal, essa transposição traduz-se em requisitos concretos para o licenciamento e a construção, alinhados com o calendário europeu.
Um dos pontos centrais da regulamentação é a pré-tubagem, também chamada pré-cablagem ou pré-ducting. Trata-se de instalar, durante a construção, os tubos e as condutas necessárias para que, mais tarde, se possam passar os cabos de alimentação dos carregadores sem partir paredes nem refazer infraestrutura.
A lógica é simples: é muito mais barato e menos disruptivo deixar a infraestrutura preparada na fase de obra do que abrir o edifício anos depois. Por isso, a regulamentação distingue entre:
Os requisitos abrangem um leque alargado de intervenientes na construção e na gestão de imóveis:
A EPBD não atua isolada. O regulamento europeu AFIR (Alternative Fuels Infrastructure Regulation) complementa a diretiva ao estabelecer metas de expansão da rede de carregamento público e ao definir padrões de interoperabilidade e transparência de preços. Em conjunto, EPBD e AFIR criam um quadro coerente: a EPBD trata da infraestrutura dentro dos edifícios, enquanto a AFIR cobre a rede acessível ao público. Para quem constrói ou gere imóveis, o sinal é claro: a infraestrutura de carregamento deixou de ser acessória e passou a fazer parte do padrão de construção.
Cumprir a regulamentação não tem de ser complicado nem caro. A ChaZeMo acompanha promotores, condomínios e gestores de imóveis em todo o processo, do projeto à operação:
A vantagem do balanceamento dinâmico é decisiva neste contexto: permite preparar o edifício para um número elevado de carregadores sem obras de infraestrutura pesada, cumprindo a regulamentação de forma escalável e economicamente sustentável.
A lição principal é que antecipar a regulamentação compensa. Deixar a pré-tubagem pronta na fase de obra, dimensionar a instalação para crescer e escolher tecnologia que dispensa reforços de potência evita custos e atrasos no futuro. Quanto mais cedo o tema entra no projeto, menor é o investimento total e maior o valor acrescentado ao imóvel.
Avaliamos o seu projeto e propomos uma solução em conformidade.
Pedir Orçamento